Quando o Cinema Incomodava… Parte I: Eu Vos Saúdo, Maria

AFONSO CORTEZ

 

A história do cinema é, por norma, contada através dos filmes que se vêem na tela, do seu conteúdo, das questões que levantam. Mas existe uma outra história, ou outras histórias: as dos seus espectadores, as dos seus investidores, as dos seus críticos.

Este artigo faz parte de uma série, que passará em revista um conjunto de filmes estreados em Portugal entre o final dos anos 70 e o início dos anos 90, filmes que de alguma forma suscitaram discussões públicas e que, nesse medida, podem contribuir para delinear aquelas histórias. Através deles, atendendo à sua recepção – não só crítica mas sobretudo sociocultural – e salientando os compromissos e cedências nas relações entre o estado, a sociedade, os mercados e o cinema, pretendemos esboçar outros retratos do Portugal da década de 80. Serão retratos breves, de relato quase telegráfico.

Começamos por Eu Vos Saúdo, Maria, de Jean-Luc Godard, um filme já por si polémico. No entanto, ao invés de nos centrarmos na análise da “visão actualizada e profana do mito da Imaculada Conceição”1 propriamente dita, atentaremos nos acontecimentos que envolveram a sua antestreia em Lisboa e que implicaram a Cinemateca Portuguesa, a Câmara Municipal de Lisboa, o P.S., o C.D.S. e o P.S.D., a Vigararia Geral do Patriarcado, o Secretariado do Cinema e da Rádio do Episcopado Nacional, tal como vários periódicos e críticos.

Queremos, assim, perceber o impacto que o cinema ainda tinha na sociedade nesse ano de 1985. E salientar o facto de depois do 25 de Abril e do fim de uma determinada forma de censura começarem a emergir outras – de ordem igualmente política, de ordem social mas também, ou principalmente, de ordem económica. Censuras e/ou auto-censuras que vão caracterizar o cinema dos anos e décadas seguintes.

Diário de Notícias, 25 de Abril de 1985.

Diário de Notícias, 25 de Abril de 1985.

Paris, Janeiro de 1985. Um grupo de católicos entra no cinema e rouba uma das bobines do filme. Seguem-se manifestações em que os protestantes acusam a obra de ser um acto de blasfémia. Roma, Abril do mesmo ano. O Papa João Paulo II declara publicamente que Eu Vos Saúdo, Maria “distorce e avilta o significado espiritual da mãe de Jesus”2 e chega a rezar um terço em directo na Rádio Vaticano para “reparar a ofensa feita a Nossa Senhora”3. Em Pesaro e Rimini, por um lado, há “sequestros parciais” das bobines do filme por parte de activistas católicos. Por outro, os “Verdes” opõem-se a todas estas sublevações e oferecem bilhetes a jovens sem meios para poderem ver a obra de Godard. Face a estes percalços, o realizador pede que o filme deixe de ser exibido em Itália. Os distribuidores recusam-se a retirá-lo do mercado. Cannes, 10 de Maio. Durante o Festival, um jornalista belga atira uma tarte feita com creme de barbear à cara do realizador4. Madrid, alguns dias mais tarde. Um grupo de católicos solicita que o clero interceda e proíba a exibição de Eu Vos Saúdo, Maria. A primeira sessão é efectivamente interrompida, não por bispos mas por uma ameaça de bomba anónima. A sessão seguinte é precedida por uma manifestação onde participam mais de duas mil pessoas, “na sua maioria mulheres e crianças”5, como sublinham os jornais que, orando e clamando, tentam impedir a entrada dos espectadores no cinema. O protesto termina com alguns incidentes e com a intervenção da polícia. “Todo este escândalo antes de ver o filme, revela um absoluto desconhecimento de Godard, um cineasta difícil e hermético”6, viria a dizer Pilar Miro, directora-geral de cinema do Ministério da Cultura espanhol.

Diário de Lisboa, 20 de Junho de 1985

Diário de Lisboa, 20 de Junho de 1985

Em Lisboa, a história repete-se. O filme não tem uma data marcada para estrear comercialmente, mas como a Cinemateca Portuguesa está a programar uma retrospectiva da obra de Godard, Eu Vos Saúdo, Maria é incluído nesse ciclo. Indignado com a possível projecção, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Nuno Krus Abecasis, mesmo não tendo visto nem fazendo tenção de ver o filme – “tenho lido coisas e tenho inteligência”7 –, ameaça que, caso ele seja exibido, tenciona “escaqueirar tudo”8. E, na sequência do que sucedera nas cidades atrás referidas, ele mesmo organiza uma manifestação.

“O polémico filme de Jean-Luc Godard” – é assim que é anunciado na capa do Diário de Lisboa – tem exibição agendada para a noite de sábado, 29 de Junho, mas o protesto começa logo durante a tarde, em frente à Cinemateca Portuguesa, com os manifestantes, encabeçados por Krus Abecassis, a tentar comprar todos os bilhetes da sessão para evitar que outros vissem a “blasfémia”. No entanto, a bilheteira apenas vendia dois por pessoa. Além disso, o subdirector João Bénard da Costa “em colaboração com a PSP, tomou algumas medidas de segurança”. Este, como recorda o então projeccionista Francisco Grave, pediu-lhe “e a outro projeccionista, o Luís Gigante, que ficássemos no portão (que nesse dia estaria fechado só abrindo a porta) e que só deixássemos entrar um espectador de cada vez”. “Foi o que fizemos com mais ou menos empurrões de gente da igreja que tentava entrar de qualquer maneira”, mas outros houve “que ficaram calmamente na fila para comprar bilhetes e conseguiram entrar”9.

São precisamente esses que fazem com que o protesto tome outros contornos quando, durante a exibição de Le Livre de Marie, curta-metragem de Anne-Marie Mièlville que abre a sessão em jeito de prólogo ao filme de Godard, “algumas vozes começaram a entoar ‘Hossana'” enquanto “outros rezavam o terço e gritos proclamavam que ‘A Virgem é pura’, ‘o realizador é ateu’ e ‘estão a insultar a nossa mãe…'”10. Face a isto, uma plateia estupefacta começa a rir-se. Os manifestantes, “um grupo de auto-intitulados ‘jovens católicos'”11, ameaçam então queimar o filme. Desta vez, os espectadores respondem, chamando-lhes “fascistas”, “atrasados”, “estúpidos”. Mas “não se ouviram palavrões”, conforme relatou uma jornalista presente, “eram todos demasiado cultos e educados”12… “Honrar o pai e a mãe é o primeiro mandamento! Estão a desonrar a Nossa Senhora, nossa Mãe!”13, continuaram os manifestantes a gritar enquanto “tentaram impedir a projecção do filme; um chegou a saltar para o palco colocando-se à frente da luz do projector esbracejando, mas a P.S.P. trouxe todos para fora, uns nas calmas outros à força e, pelo menos um, veio de rastos”14. O protesto e os atritos estendem-se durante mais algum tempo e terminam com “um manifestante pontapeado”, três pessoas detidas e uma hospitalizada, e com uma repreensão ao presidente da Câmara por parte de um agente da P.S.P., que o lembra que “aquele assunto não era do seu pelouro”15. Depois de uma “gargalhada geral”16, a projecção é retomada. Na segunda-feira seguinte, na primeira página do Diário de Lisboa, declara-se: “Abecasis perdeu a guerra contra Godard”…

Diário de Lisboa, 1 de Julho de 1985

Diário de Lisboa, 1 de Julho de 1985

Os percalços em torno do filme de Godard estavam longe de estar resolvidos e prolongar-se-iam pelos dias e semanas seguintes ganhando outros contornos menos caricatos.

É logo na segunda-feira, dia 1 de Julho, que Eu Vos Saúdo, Maria e os episódios associados à sua antestreia são discutidos numa sessão pública da Câmara Municipal de Lisboa. As atitudes de Krus Abecassis são imediatamente criticadas pelos deputados do P.S. por porem “em causa o clima de calma cultural que, justificadamente, existe em Portugal”. Sublinham que cabe aos cidadãos decidir o que ver. E que “nunca lhes caberá, o direito de, pela força, pôr em causa qualquer actuação cultural”. A deputada Ana Sara Brito chega mesmo a acrescentar o seu testemunho pessoal: “vi extractos do filme e, como católica, não me sinto ofendida”17. Em defesa dos manifestantes, a bancada do C.D.S. “afirmou o seu regozijo por ‘um cidadão ter ido, ordeiramente, e não com arruaça, defender as suas ideias católicas'” e também a bancada do P.S.D. se levanta para defender a posição de Abecasis. Relativamente ao próprio arguido, ali visado, “não estava presente na sessão pública porque estava a estudar a solução para o destino final dos lixos da cidade”18. Curiosamente, “lixo” foi o termo utilizado pelo crítico Jorge Leitão Ramos para descrever o sucedido. “Lixo na pequena história do cinema”19

Diário de Lisboa, 2 de Julho de 1985

Diário de Lisboa, 2 de Julho de 1985

No dia seguinte, 2 de Julho, é a vez do Patriarcado de Lisboa se pronunciar e declarar que o filme é “objectivamente uma obra blasfema”. É uma “ofensiva do respeito de todos, inclusive os descrentes” , segundo a Vigararia Geral, que lamenta também o facto de ter sido um organismo de Estado a divulgá-lo. Acrescentam ainda que a Cinemateca Portuguesa não deveria usar “os impostos que os portugueses, com pesados sacrifícios, são obrigados a pagar”21 para projectar aquele filme. Isto já depois do Secretariado do Cinema e de Rádio do Episcopado Nacional ter emitido o parecer de que o filme era “perfeitamente passável nos circuitos comerciais portugueses”22. Na sequência dessa desautorização, o director desse Secretariado, Francisco Perestrello, demite-se depois de mais de dez anos no cargo. Com ele, por solidariedade, demitem-se mais quatro críticos associados ao mesmo Secretariado.
 

Pouco depois, é a vez dos responsáveis pela Cinemateca Portuguesa – à data Luís de Pina e João Bénard da Costa – se pronunciarem. Estes abstêm-se de “entrar em polémica sobre o conteúdo do filme, acerca do qual há opiniões muito controversas e díspares, mesmo entre os católicos”. E em comunicado, afirmam apenas que uma cinemateca “deve mostrar tudo, e qualquer exclusão, baseada em gostos pessoais ou colectivos, movimentos ou sentimentos individuais ou de grupos, é um acto de censura”23. No entanto, avançam com uma queixa-crime contra Nuno Krus Abecassis por “instigação pública ao crime”, “participação em motim” e “ameaça de prática de crime causando alarme e inquietação”24. O presidente da Câmara não comenta a acusação. Por altura da manifestação já tinha deixado claro que a Cinemateca Portuguesa “funciona com dinheiro do Estado e não tem o direito de ofender o povo português”25. Passados uns dias acrescenta apenas que “meia dúzia de intelectualóides, que não valem dois tostões, não podem ofender assim todo um povo”26.

Mais calmas foram as reacções daqueles que, de facto, viram Eu Vos Saúdo, Maria. Olga Cruz, n’O Heraldo, sarcasticamente afirma que este:

(…) tem uma linguagem de tal modo intelectualizada que foge ao entender do comum dos mortais (…). Se o ventre de uma mulher dá pensamentos lúbricos, mal vai a suja mentalidade de alguns. Aliás, se não fosse o “divertimento” inicial, o filme seria mesmo “chato” (…), [i]nsonso, sexualmente falando, e salgado de referências culturais, poucos são os que entendem, estando dentro da cultura moderna.27

Já Jorge Leitão Ramos, no Diário de Lisboa, tendo em conta as reacções, questiona-se:

O que incomoda, então, o conservadorismo católico? A nudez de Maria? Só mentecaptos – como alguns que se manifestaram na Cinemateca – podem sustentar esta posição. Quantos séculos de pintura devota representaram a Virgem nua? Algum desses manifestantes olhou algum dia, com atenção, para as provocantes imagens marianas de tradição jesuítica? (…) O que olvidam as Escrituras? Que Maria era uma mulher – não uma aparência corpórea para uma diversa essência, não; Maria era uma mulher (…). Godard interroga o corpo de Maria na solidão do cinema, na angústia da montagem.

O crítico pergunta até se “[n]ão é o seu filme um quase libelo contra uma sociedade de onde a fé foi, praticamente, erradicada?”.28

Diário de Lisboa, 17 de Outubro de 1985

Diário de Lisboa, 17 de Outubro de 1985

Cartaz referente à sexta semana de exibição de Eu Vos Saúdo, Maria no Cinema N’Gola

Cartaz referente à sexta semana de exibição de Eu Vos Saúdo, Maria no Cinema N’Gola

Apesar de tudo, Eu Vos Saúdo Maria teve vários interessados em explorá-lo comercialmente. O filme estreia a 9 de Outubro e serve para inaugurar o cinema N’Gola, que abre onde outrora tinha funcionado o cinema pornográfico Cine-Bolso. Espaço já estigmatizado e mal afamado, talvez também por isso a estreia tenha levantado menos problemas – já se tinha visto “pior” naquelas telas. E, embora as “mulheres do C.D.S.”, como se reporta o Diário de Lisboa à ala feminina do partido, tenham pedido a suspensão das projecções29, o filme fica em sala durante sete semanas sem grande alarido30. Em meses de legislativas e em plena abertura de um novo centro comercial no coração de Lisboa, o Amoreiras, as discussões e interesses eram outros…

Como se percebe, em 1985 ainda há uma presença assinalável da Igreja católica na sociedade portuguesa. Esta tem uma opinião, pronuncia-se e manifesta-se abertamente. No entanto, desde o pós-25 de Abril que a sua relação com o regime político em vigor é cada vez menos clara. Por um lado, é apoiada ou utilizada conforme a posição ou crença pessoal de cada político ou partido, sempre com diplomacia, cordialidade ou respeito. Por outro, a sua influência vai, lentamente, começar a dissipar-se. Com a abertura de Portugal ao exterior e, sobretudo, com a adesão à C.E.E., também nesse ano de 1985, porque se tem de responder a outras instâncias e respeitar outras directrizes, a Igreja deixa de ser necessária para legitimar o que quer que seja31. Como se vê neste exemplo que escolhemos – uma das poucas vezes que a igreja levantou objecções relativamente a um filme – acabou por ser atacada até a nível interno, dando conta das suas fragilidades.

O que se passou na Cinemateca Portuguesa foi também uma das últimas manifestações por causa de filmes, por causa de cinema. Com a massificação da televisão, a atenção recairia sobre esse meio, até porque era financiado pelo Estado, e seriam atacados tanto filmes (O Império dos Sentidos), como novelas (Tieta) e até séries (Humor de Perdição). Pelo menos até 1993, ano em que a Igreja abre o seu próprio canal, a TVI. Além disso, a partir do meio da década, há uma vulgarização do vídeo e assiste-se à abertura de centenas de videoclubes que providenciam acesso a milhares de filmes. Passa a ser possível ver “cinema” em casa, no “pequeno ecrã”. Como mais um programa de televisão, com “a mesma falta de concentração e a mesma sem-cerimónia”32, diria hoje o programador António Rodrigues, e só isso pode explicar que o cinema, deixe de ter um impacto social ou mesmo cultural. Conforme constataria, a propósito do mesmo fenómeno, o realizador e crítico Peter Von Bagh, simplesmente, “os filmes não estão a ser vistos da maneira certa”.33

Sintomas da “velha direita portuguesa”34, é como o realizador António-Pedro Vasconcelos descreve o que se assistiu dentro e fora da Cinemateca. Mas a direita não era assim tão velha, como se veria meses depois, muito menos os manifestantes. No que diz respeito a política, 1985 é, inclusivamente, sinalizado como “o fim de uma era”, a da esquerda, como se lia na capa do Expresso. Em termos sociais e económicos, 1985 é o início de uma época “de dinheiro”, de “mercados”, como diziam. O fim do secretariado da cultura significaria qualquer coisa. A injecção de capital implicaria outras. E afectaria também o cinema. Positiva ou negativamente, agora não importa. O certo é que depois da censura política do regime anterior, e da censura igualmente política, embora de outras facções, do pós-25 de Abril, entrar-se-ia em anos de auto-censura derivadas de uma noção de mercado e necessidades de financiamento.
 

Agradecimentos: Biblioteca e Arquivo Fotográfico da Cinemateca Portuguesa.

 
__________

NOTAS

1 Jean-Luc Godard citado in Viriato Teles, “Cinemateca lamenta, presidente protesta” in Sete, n.º 369, Lisboa, 3 de Julho de 1985.

2 Diário de Notícias, Lisboa, 25 de Abril de 1985.

3 Primeiro de Janeiro, Porto, 6 de Maio de 1985.

4 N.Y. Times.

5 Diário Popular, Lisboa, 21 de Junho de 1985.

6 Diário de Lisboa, n.º 21786, Lisboa, 19 de Junho de 1985.

7 Citado in Elisabete França, “Cineastas e Cinemateca processam Abecasis” in Expresso, Lisboa, 6 de Julho de 1985.

8 Diário de Lisboa, n.º 21793, Lisboa, 27 de Junho de 1985.

9 Francisco Grave.

10 Diário de Lisboa, n.º 21796, Lisboa, 1 de Julho de 1985.

11 Viriato Teles, “Cinemateca lamenta, presidente protesta” in Sete, n.º 369, Lisboa, 3 de Julho de 1985.

12 Olga Cruz, “Perdoa-lhes Godard, eles não viram!” in O Heraldo, Lisboa, 4 de Julho de 1985.

13 Citado in Elisabete França, “Cineastas e Cinemateca processam Abecasis” in Expresso, Lisboa, 6 de Julho de 1985.

14 Francisco Grave.

15 Diário de Lisboa, n.º 21796, Lisboa, 1 de Julho de 1985.

16 Olga Cruz, “Perdoa-lhes Godard, eles não viram!” in O Heraldo, Lisboa, 4 de Julho de 1985.

17 Diário de Lisboa, n.º 21797, Lisboa, 2 de Julho de 1985.

18 Ibidem.

19 Jorge Leitão Ramos, “Reflexões em torno de um filme de Godard” in Diário de Lisboa, n.º 21799, Lisboa, 4 de Julho de 1985.

20 Nota do Patriarcado citada in Diário de Lisboa, n.º 21798, Lisboa, 3 de Julho de 1985.

21 Nota do Patriarcado citada in O Heraldo, Lisboa, 4 de Julho de 1985.

22 “Filme de Godard leva a demissões” in Diário de Lisboa, n.º 21804 Lisboa, 10 de Julho de 1985.

23 Citado in Elisabete França, “Cineastas e Cinemateca processam Abecasis” in Expresso, Lisboa, 6 de Julho de 1985.

24 Citado in “Silêncio de Abecassis sobre queixa-crime” in Sete, n.º 370, Lisboa, 10 de Julho de 1985.

25 Diário de Lisboa, n.º 21796, Lisboa, 1 de Julho de 1985.

26 Citado in Elisabete França, “Cineastas e Cinemateca processam Abecasis” in Expresso, Lisboa, 6 de Julho de 1985.

27 Olga Cruz, “Perdoa-lhes Godard, eles não viram!” in O Heraldo, Lisboa, 4 de Julho de 1985.

28 Jorge Leitão Ramos, “Reflexões em torno de um filme de Godard” in Diário de Lisboa, n.º 21799, Lisboa, 4 de Julho de 1985.

29 Diário de Lisboa, n.º 21887, Lisboa, 17 de Outubro de 1985.

30 No final do mês de Outubro, realiza-se um debate aberto e gratuito no Centro de Reflexão Cristã, em Lisboa, que conta com o já referido membro do Secretariado do Cinema e de Rádio do Episcopado Nacional e defensor do filme Francisco Perestrello e com o teólogo Henrique Noronha Galvão. Ver Diário de Lisboa, n.º 21896, Lisboa, 28 de Outubro de 1985.

31 Sobre a relação entre a Igreja e a sociedade em Portugal, na segunda metade do século XX, ver Manuel Luís Marinho Antunes, “Notas sobre a organização e os meios de intervenção da Igreja Católica em Portugal: 1950-1980” in Análise Social, vol. XVIII (72-73-74), 1982-3.º-4.º-5º, 1141-1154.

32 António Rodrigues, “O Raio Verde” in António Rodrigues (org.), Eram os Anos 80, Cinemateca Portuguesa, Lisboa, p. 16.

33 Peter Von Bagh, “Era uma vez o tempo em que havia cinema” in António Rodrigues (org.), Eram os Anos 80, Cinemateca Portuguesa, Lisboa, p. 25.

34 António-Pedro Vasconcelos, “Virtudes e Virtuosos” in Grande Reportagem, Lisboa, 8 de Junho de 1985.

 

Afonso Cortez escreve, corta e cola.

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