Miasmas, miados e maresia: partes de um diário

ANTÓNIO CABRITA

 

12/12/2015

Ao fundo ouvia-se o muezin – na tola insistência de querer encontrar um metrónomo no fundo do mar –, e eu irritado por uma noite de insónia e por ter caído na tentação de ver o Ricki and the Flash, uma fita tão gentil e tão desnecessária na carreira de todos – Jonathan Demme, Meryl Streep, Kevin Kline –, já via a alba a romper no gume da fadiga quando me decidi a ler o Roturas e Ligamentos, de Rita Taborda Duarte.

Melhor decisão não podia ter tomado, o livro curou-me a neura e refrescou-me a manhã, que voltou a nascer, apesar da trivialização do mundo.

Roturas e Ligamentos é um verdadeiro corpo a corpo com a palavra, um combate do verso contra a disforia que lhe sombreia o avesso, como a secreção que se descobre sob a arrancada casca das árvores e onde brilha o sol, numa nudez que se oferece ciente de que o privilégio da alegria não aboliu a dor.

Este livro é um “desvoo” encarnado num acto de amor, à letra, à “carne”, aos desvãos do tempo, onde nos descobrimos ambivalentemente cálidos e frios como o morrão do cigarro. É um livro sem tréguas, de alguém que não se rende.

Há muitos anos que não lia a Rita e foi um prazer reencontrá-la num livro adulto, maduro, de um lirismo a contrapelo que não é parasitado pelas ilusões, e por isso desagua na página sem desperdícios, nem gorduras, terso, justo:

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e que se me afigura desenhar um dos mais apetecíveis livros de poesia do ano. Deixo aqui um poema e um excerto, como aperitivos:

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23/12/2015

Quando me dizem “demoro uma hora de tempo” já sei que o meu destino é amargar e que a espera durará o suficiente para me fazer descrever o longo processo de um camelo a mudar em dromedário, debitar dois sonetos com freiras quânticas e gatos asmáticos ou escrever a nonagésima abertura de um romance policial – e por vezes realizar as três tarefas.

E, além disso, nunca me explicaram de que outra entidade pode manar as horas para além da do tempo.

E que é o tempo, afinal? Escorrimento, ou antes, a duração que marca a consciência súbita de que uma, outra, outra, oportunidades se goraram. A ter razão Alan Watts, que num livro, provocatoriamente, adianta que Deus é mulher e negra, seria assim: o universo menstrua e nasce dessa enxurrada o tempo, uma precipitação de óvulos desperdiçados.

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Perceba-se que bato as claras em castelo, enquanto espero, numa esplanada em Maputo, pelo jovem intermediário que me vai mostrar uma casa, supostamente para eu a alugar. Passou uma hora sobre a hora combinada, telefono e pergunto, “estás para chegar?”, responde pesaroso, “ainda, pai… demoro uma hora de tempo”.

Na verdade, nunca se atrasam, vivem simplesmente fora do tempo.

Na Etiópia, o que mais me perturbou nos miúdos que voltejavam em enxame sobre os turistas, é que eles contavam a história da Rainha de Sabá e do Salomão, de trás para a frente, com pormenores sobre a vida íntima de ambos, se tal fosse pedido, e em francês, inglês, alemão e italiano, mas sobre o presente, a actualidade, da cruzada de Obama contra as carabinas chez lui, aos dramas dos refugiados sírios ou à lingerie da Rihanna, sei lá, desconheciam tudo – eram contemporâneos da lenda, e correndo descalços sobre a brita discorriam sobre os burricos bíblicos que transportaram a Arca da Aliança para Axoum, com o ritmo e a avidez que faz transpirar nas mãos a carência do dólar. Cheguei ao hotel, nas margens do lago Tana, onde nasce o Nilo Azul, vejo o telejornal local e verifico com espanto que na rubrica do desporto anunciam uma vitória de uma maratona da Rosa Mota, que havia deixado de correr há uns sete anos. Isto foi em 1997.

Chegado a Moçambique há dez anos, ainda me assombra esta igual vocação para a desmaterialização do tempo, como se não passasse de uma bagatela. Em Quelimane, uma jovem prostituta deu-me 80 anos de idade, e nas filmagens de um documentário ao pedirmos a uma jovem que se identificasse e dissesse a idade, ela disse para a câmara, com toda a convicção, que tinha 100 anos. O tempo, sobretudo no campo, mas na cidade também encontramos este fenómeno, está desvitalizado, nunca é transformado em signo, em marcador, em escansão, ou apenas em cronologia. Por isso nunca vão directos ao assunto, se pedimos: conta. Vão do Rossio ao Marquês de Pombal desviando por Santa Apolónia, subindo à Graça, inflectindo pela Rubens Aires, depois de repente, estão no Jardim Constantino, a que se segue a Marquês da Fronteira, tomam um cafezinho no El Corte Inglés, e então descem ao Marquês: estiveram a criar o contexto.

Telefono ao intermediário, está de novo atrasado, e desculpa-se, “pai, nossas coisas…” .

Duas horas de espera de tempo. Bebendo a quarta imperial, folheando o caderno para trás, a medir o pulso a rabiscos avulsos, encontro este apontamento que tinha esquecido e que colhi da rua: Um amigo pergunta a outro sobre um terceiro, que está há longo tempo sentado no mesmo sítio: “Esse brada, está à espera de quê?”, “Tenta engravidar uma cadeira”. Hum, suspeito que o intermediário, desta vez, não vai fazer negócio.
 

24/12/2015

O livro da Yourcenar cai da estante por causa do Sebastião, o gato das minhas filhas, que se foi empoleirar na prateleira e estranhamente abre-se no ar, embatendo no chão como uma porta escancarada. Eu apanho-o e espreito as páginas que o acaso abriu para mim: é a história do pintor Wang-Fô e do seu discípulo Ling. E sou atraído pelo sublinhado que eu havia feito: «Ling crescera numa casa donde a riqueza eliminava o acaso». Tenho um arrepio. Numa pincelada só, Marguerite Yourcenar dá-me a chave para entender o poder, a ambição, e o fulgor mimético com que o dinheiro atrai tantos à sua esfera. Eliminar o acaso. Por dois motivos, o primeiro prende-se com a suposição de que uma parte substancial das pessoas ainda associa magicamente a morte ao acaso; o segundo, como acontece em África, pelo fascínio do status. Ter um status é viver à sombra de uma ordem hierárquica que é ilusoriamente inalterável, mas traz ao menos a consolação de ser legitimada pelo reconhecimento alheio. Eliminar o acaso: a motivação de grande parte dos processos que geram a dinâmica social, e que tem na riqueza um dispositivo simbólico. Eis a riqueza, entendida, como um repelente contra o acaso. Eis o poder concebido como uma catapulta para a riqueza, a qual, ao contrário do que os poetas sabem, julgam os privilegiados que pode abolir o acaso e mais eficazmente do que os dados.

Urge absolutamente ler o ensaio do Marcel Conche sobre a aleatoriedade, que hiberna na estante há já uns anos. Espero agora que nenhum bicho-de-prata, ao acaso, o tenha encontrado antes de mim.

Entretanto, podemos ponderar por aqui uma estética: ao contrário das demais criaturas, os criadores aceitam o acaso, é o que os distingue, aprendem a fazer da sua eventual fraqueza força. Um bom poeta ordenha o acaso, conforma a sua tensão a uma ordem narrativa.
 

27/12/2015

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Tornado em casa, com o novo habitante: a Mia. Uma gata para um gato que não está capado. Vai ser o bom e o bonito. Enquanto não o chega o “milando” (a palavra local para sarilhos), lembremos Carl Sandburg:

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(Tradução do O’Neill)
 

01/01/2016

Ontem à noite enquanto a Luna engolia as suas passas à pressa, e formulava os seus desejos para o ano, ocorreu-me, pelo inverso, um dos arrependimentos do ano: não ter comprado em Novembro, em Lisboa, a revista Visão que oferecia um “Bloco de Notas para Ideias Geniais” (andamos um bocado idiotas, não andamos – malta?). Como não a adquiri suspeito que vou andar em jejum, no perfumado jardim das ideias (já nem digo geniais).
 

02/01/2016

Contaram-me uma história deliciosa sobre um anão de Xipamanine.

    Era um carteirista de arromba até que um dia conheceu uma dama que o converteu à Igreja do Sétimo Céu. Era ver o bacano de gravatinha a roçar o chão, penteadinho, até penico passou a usar para não mijar na mafurreira. A sala do culto ficava no último andar de um prédio de 20 andares, e durante meses não houve crise porque ele ia acompanhado. Mas um dia morreu uma irmã à gaja que o acompanhava e ele teve de ir sozinho. Foi aí que se deu conta. Do quê? Não chegava ao botão do elevador. Deus estava-se nas tintas para que ele chegasse ao culto: não passava do sétimo.

    Podia ir a pé.

    Sim, mas o anão tomou a coisa a peito. Para ele era um sinal. Não chegava à Salvação.

    E não foi ao culto?

    Foi encharcar-se. Bebeu uma garrafa de JB e depois comprou uma lata de petróleo e meteu-se no elevador.

    Ainda não dava.

    Foi buscar mais duas latas. Uma para pôr em cima da primeira e a outra para fazer de degrau. E quando chegou lá em cima pegou fogo à sala do culto.

    Tanga?

    O meu irmão esteve no chilindró com ele. O gajo explicou-lhe: “Num elevador as pessoas miram-se, nunca estamos sós, e estamos em ascensão. O que eu gramava de roubar carteiras, era olhar para trás e perceber o olhar aparvalhado do outro… que me via, naquele instante. O gajo via-me naquele instante, estás a entender? Era o que eu também gramava dos elevadores. Mas naquele dia percebi que nunca tinha deixado de estar só. Que nem Deus me olhava…”

O que me arrepia nesta história é que já tinha escrito uma variante dela, em 1995, passava-se em Miratejo, e encontra-se no meu livro de contos Cegueira de Rios, editado pela Relógio d’Água. Terá o anão emigrado, e sido tomado de amnésia? Ou foi o meu livro que emigrou (tendo-se esse episódio transformado numa lenda urbana), tal como o volume d’A Montanha Mágica, de Thomas Mann, que emprestei a um moçambicano em Lisboa, há trinta e tal anos, e recuperei há três anos, comprado numa banca de rua de Maputo, com a minha assinatura e os meus sublinhados intactos.
 

5/01/2016

A memória colectiva é um tecido mais frágil do que o de um pano da cozinha. Osteoporose total, apesar dos lampejos, de algumas esvanecidas restituições que as narrativas moderadamente propiciam.

Quarenta anos depois, o que sobra da memória dos portugueses em Maputo? Vou propor três exemplos:

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Ao horror (para os antigos colonos) de se concluir que o futuro de Moçambique prescinde totalmente do passado que os portugueses aqui edificaram (como se a história não passasse de uma pauta de coincidências) só se sobrepõe o de reconhecer que os moçambicanos (os seus governantes, pelo menos) não tentam sequer elaborar um projecto para a percepção do seu próprio devir… É tudo de improviso, consoante o medo à trovoada, consoante a dimensão do desastre.

Não nos alarmemos: a classe política portuguesa já deve estar neste momento a redigir novos discursos sobre a lusofonia.
 

6/12/2016

Afonso Dlakhama, numa longa entrevista, ao jornal Canal, feita desde o recôndito e secreto lugar onde está refugiado, volta a assegurar que em Março a Renamo tomará à força o poder nas seis províncias em que ganharam as eleições de 2014. Porque está tudo do avesso, neste país. Um partido ganha as eleições e outro governa.

Bom, retomemos o fio à meada para que se entenda: nas últimas eleições, os responsáveis pelo processo eleitoral “perderam” mais de um terço das actas eleitorais e o Conselho Nacional de Eleições sancionou a vitória do partido no poder, embora a oposição tenha ganhado em 6 das 11 províncias, e, ó sacrilégio, nas mais populosas. A Renamo acaba por aceitar ir para o Parlamento apesar da fraude e exige que aí se propiciem as condições legais para a criação de mecanismos que interditem, no futuro, quaisquer hipóteses de manipulação de resultados eleitorais. O novo Presidente diz a tudo que sim e faz uma série de discursos sobre a paz e a necessidade de inclusão. Entram de novo em negociações, e a Renamo prepara pacotes legislativos para que se possa mudar a Constituição no sentido de um maior incremento na Regionalização. O Presidente diz a tudo que sim, mas o Parlamento chumba as propostas da Renamo; o Presidente faz novos discursos sobre a paz, e entretanto reequipa-se o exército, e, num ano, houve três tentativas, goradas todas – ó santa incompetência – de matar o líder da Renamo. Após a última tentativa, Afonso Dlakhama refugia-se em parte incerta.

O Presidente reafirma o seu vínculo com a paz enquanto o maior bolo do Orçamento geral do estado recai de novo sobre o reforço do exército e da segurança em detrimento da agricultura e da educação. Dlakhama sai agora do ostracismo para garantir que não há lugar para novas negociações, que em Março o poder provincial será restituído à força. Entretanto, o país levita como se não se passasse rigorosamente nada, numa esforçada desatenção ao real.

Não é que eles mintam uns aos outros, nas declarações públicas a que se seguem sempre gestos discordantes, estão simplesmente em double bind. É um país em double bind.

Chama-se na comunicação um «efeito de double bind», ou de «duplo constrangimento» à situação em que o sujeito está manietado a jusante e a montante por instruções contraditórias, pelo que a comunicação não flui. É o que acontece quando pai e mãe se desentendem e dão instruções diferentes ao filho para a mesma situação – a prazo pode redundar em esquizofrenia, pois como pode o filho escolher entre dois afectos. Acaba por criar duas personalidades situacionais e às vezes por desenvolver uma terceira, que tem igualmente a leve espessura dos simulacros.

Double bind: há neste momento 45 universidades privadas no país, e sete livrarias em todo o território, 6 na capital, sendo que no domínio das bibliotecas é um deserto. Como estuda e o que estuda o jovem universitário? Mas parece um país em explosão académica. Igualmente, o comportamento do jovem africano urbano está profundamente dividido, polarizado. Secretamente quer rejeitar as suas raízes (o sonho é emigrar), pois intuem África como um território que perdeu o seu direito de decisão e de representação, e cuja imagem é manietada de fora, mas naturalmente ainda lhe estão emocional e gramaticalmente apegados.

Paralelamente, querem aderir à linguagem e à “racionalização” das tecno-ciências, esforçando a aptidão em línguas que, o mais das vezes, não é a deles. Ainda por cima é um esforço duplo, pois o português, que aprendem maioritariamente só quando chegam à escola, não garante pela falta de bibliografia disponível, a informação; havendo necessidade de recorrer a uma terceira língua, o inglês. O que resulta num território de ninguém onde a gaguez das vocações germina em passo claudicante.

De igual modo, os alunos julgam-se portadores de uma «nova racionalidade», mas são enquadrados por uma sociedade onde a modernidade e a «herança das tradições» estão literalmente em conflito, e que além disso não tem condições técnicas para lhes oferecer as oportunidades de desenvolvimento dessas supostas novas capacidades.

Esta equação é irresolúvel.

Viver em África implica que se aprenda a habilidade da resiliência.

Porque isso, sempre que me pedem um “postal” de Moçambique recordo a anedota contada por Marie Darrieussecq numa das suas novelas: um marinheiro pergunta ao capitão se uma coisa está perdida quando se sabe onde está, claro que não, diz o capitão, então o seu cachimbo não está perdido, está no fundo do mar.

África existe algures ao fundo do mar de imagens que a desapropriam de uma comoção inaugural. É o que faz o seu fascínio e o seu drama: ninguém acredita que ainda existe. A não ser os que cá nasceram, mas a maioria desses também vive indeciso sobre a qual das narrativas aderir.

África, em muitos aspectos, está a saque, e noutros é um fascinante recomeço, exactamente no sentido em que é o território ideal para o homem reencontrar uma espécie de “ética para náufragos”.

Em África, “condenado da terra”, condenado ao arado da palavra, recomecei do zero, despojado, nu, retomei o enigma da minha existência própria e singular. Desempregado por dentro e por fora, fui de novo o anónimo que vive sem antes nem depois, entregue ao abismo da reinvenção a que nos condena a lucidez de Calderón quando recorda: «una noche es la edad de las estrellas». O que trouxe uma nova energia à minha “carreira” como escritor.

Mas às vezes assusta e muito viver em Áfricas, porque nada flui, nada é o que parece, nada tem consequência.

Em 2012, fui intimado a ir a tribunal num processo em que a queixosa referia no seu depoimento lavrado auto da pronuncia (será assim que se diz?): «Paguei dois mil dólares ao professor Cabrita por serviços prestados, mas não era para ele gastar em coisas pessoais». Bom, presume-se que a queixosa endereçava todas as suas poupanças ao Orçamento do Estado. Fora a ironia, o julgamento foi “comprado” em tribunal fora da área do crime (era o tribunal da zona do endereço dela) e eu não fui sequer ouvido previamente pelo Ministério Público.

E o ritmo, a probabilidade de tais anomalidades acontecerem é quase voluptuosa, de constante. Digamos: estamos perpetuamente assombrados. Bom para a escrita, pior para a vida.
 

06/01/2016

Repescado dos cadernos: “Não escrevo um poema de jeito desde que a Terra deixou de ser redonda”. Já não é verdade, a Terra tornou-se quadrada. Acabei um livro de poesia, na Macaneta, onde fomos passar oito dias de isolamento total, entre a praia, a amêijoa e a rede no alpendre. É um poema único em vários andamentos a que coloquei como uma das epigrafes um dito de Wittgenstein: «É delicioso o modo como as várias partes do corpo humano diferem na sua temperatura» e que perseguia há dez anos. A duna está montada. Vou mandar agora para o Helder Macedo, para ele me puxar as orelhas, e vamos ver o que o vento lhe reserva nos próximos meses.

Três fragmentos:

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06/01/2016

Morreu o Pierre Boulez. O que mais me determina a fazer um programa de rádio, na Rádio Universitária da Politécnica, sobre a música e a literatura do século XX. Curiosamente, hoje li que o mestre Eckhart, aconselhava que desertássemos de todas as coisas que soassem, e que, contra a música, alinhava entre vários, o seguinte argumento:

Il y a des gens qui vont sur la mer avec un petit vent et traversent la mer: ainsi font-ils mais ils ne la traversent pas.
La mer n’est pas une surface. Elle est de haut en bas l’âbime.
Si tu veux traverser la mer, naufrage.

Incita a não nos distrairmos com a música, e a que antes nos embebedemos com a palavra até nos embebermos em Deus. É um apelo forte, que sensibiliza. Mas contra Eckhart vou ouvir Pli selon Pli, e Le Marteau sans maître. E acabarei com o maestro a conduzir Frank Zappa.

 

Antonio Cabrita é personal trainer de bonsais.

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