20 QUADROS para Politics of Friendship

CATARINA SIMÃO

 

Paul Virilio afirmava não existir guerra sem a sua representação. Para este pequeno ensaio, partiu-se da hipótese que a mesma condição pode ser aplicada ao afecto, posto que ambos os estados (a guerra e o afecto) operam como ferramentas de percepção, fazendo que se reconheça o mundo de um modo particular. O afecto, como activador químico de processos neuronais e sentidos no sistema nervoso central, “afecta” a identificação e diferenciação em processos de cognição e decisão. É através da aproximação aos seus respectivos e potenciais “arquivos de representação” (da guerra e do afecto) que a narrativa do afecto e a lógica da redacção político-militar se encontram para criar uma série de quadros de experiências de releitura, cuja intenção é expandir a leitura puramente geopolítica da guerra. Na prática, em vez de propor artefactos políticos claramente definidos – aqueles produzidos pela história – esta experiência procurou expor a dificuldade em reconhecer um “arquivo de afectos” que intercepte ou rompa com a homogeneidade de um tipo de discurso sobre a guerra colonial. A construção das memórias e do conhecimento são parte do encadeamento das políticas de poder, por isso, pensar este ou qualquer outro “arquivo do afecto” equivale a começar a questionar o arquivo como um território fixo de significado.

Na capa da edição inglesa do livro Políticas da Amizade, de 1997 (edição da Verso Books), escrito por Jacques Derrida*, dois homens olham o(a) leitor(a) e convocam a sua cumplicidade exibindo o conteúdo de uma carta. Facilmente, assumimos que estes dois homens possam ser Georges Bataille e Maurice Blanchot, pois é a relação de amizade que mais é citada por Derrida neste livro. A amizade entre Bataille e Blanchot representa a versão da amizade à qual o livro é dedicado, como uma intimidade interrompida por uma distância infinita, aquela que interrompe a amizade familiar, fraternal e androcêntrica, e que se estende a uma outra em reserva, em processo de invenção. Essa amizade nova é lida como um apelo a uma transmutação do nosso ponto de vista do ser.

Em Maio de 2014, o livro foi alvo de uma intervenção com claros objectivos artísticos. Dessa intervenção resultaram estes 20 quadros para os quais Politics of Friendship se presta a fazer um comentário crítico, instigado por uma série de imagens e documentos saídos do meu arquivo de investigação pessoal. Curiosamente, a instrumentalização do texto de Derrida fora prevista pelo próprio autor, planeada até, tão evidente é o facto de os temas da política da amizade abordados no livro se situarem na articulação entre a história das problemáticas que tenta reconstruir e os “dias de hoje”, a eterna actualidade. Derrida abstém-se, por isso, de dar exemplos ou ilustrar conceitos, limitando-se a citar imagens ou episódios que pertençam ao inventário mítico. Assim, são narrativas históricas e teóricas, fotografias, produções literárias, científicas e fílmicas, expostas a um mesmo desígnio de encontro com o livro e o texto de Politics of Friendship, que se alinham com os gestos, a cor da pele, silêncios e traições de linguagem, que se sucedem ou acontecem como representações do “afecto”.

20 QUADROS para Politics of Friendship foi preparado especialmente para este número da ESC:ALA. Consiste na transposição de um vídeo para um diaporama fotográfico comentado em 20 quadros. Inicialmente, o vídeo “Politics of Friendship by Simao&Meseguer” foi realizado a partir do convite do Seminario Habitar la Dispersión – Seminario Internacional Teatralidades Expandidas 2014, que propôs a várias duplas de artistas (nomeadamente a Rosell Mesenguer e Catarina Simão) uma reflexão que emergisse da sua actividade colaborativa. O vídeo resultou da sessão de registro videográfico ao vivo, frente à audiência do seminário, que teve lugar no auditório do Museu Reina Sofía, a 16 de Maio de 2014. A partição em “quadros” marca momentos particulares de articulação entre gesto e citação. Neste ensaio, o desejo foi transcrever as falas da locução do vídeo como possível partitura da componente de gestualidade que esta apresentação ofereceu.

*Politiques de l’amitié, Paris, Galilée, 1994. Em edição portuguesa, Políticas da Amizade, Porto, Campo das Letras, 2003.

 

Capa da edição inglesa do livro Politiques de l’amitié, editado pela Verso Books em 1997. Os olhares de Bataille e Blanchot parecem dirigir-se à pessoa plural que há em nós. Será esse o tipo de colaboração que está a ser invocado, o de pensar em conjunto? Ou melhor, o não pensar sozinho.  Em todo o caso, o que parece um aviso ao leitor estende-se, agora, a quem quer que intervenha sobre este livro. Uma fissura vertical, e que separa as duas personagens na tela pintada, confunde-se com as gretas e dobras que surgem ao manipulá-lo. Instigam a interpretar cada “acidente” de manuseamento do livro como tropeços na sua narrativa.

Capa da edição inglesa do livro Políticas da Amizade, editado pela Verso Books em 1997. Os olhares de Bataille e Blanchot parecem dirigir-se à pessoa plural que há em nós. Será esse o tipo de colaboração que está a ser invocado, o de pensar em conjunto? Ou melhor, o não pensar sozinho. Em todo o caso, o que parece um aviso ao leitor estende-se, agora, a quem quer que intervenha sobre este livro. Uma fissura vertical, e que separa as duas personagens na tela pintada, confunde-se com as gretas e dobras que surgem ao manipulá-lo. Instigam a interpretar cada “acidente” de manuseamento do livro como tropeços na sua narrativa.

 

Paz e guerra: uma define-se pela promessa da outra. Na fotografia, baía da cidade de Luanda, Angola, anos 60. Angola foi colónia de Portugal até Novembro de 1975, “a mais rica das colónias em África”. Foi, também, onde começou a guerra, em 1961.

Paz e guerra: uma define-se pela promessa da outra. Na fotografia, baía da cidade de Luanda, Angola, anos 60. Angola foi colónia de Portugal até Novembro de 1975, “a mais rica das colónias em África”. Foi, também, onde começou a guerra, em 1961.

 

Paz e guerra: uma define-se pela promessa da outra. Na fotografia, uma coluna militar quase não se distingue na paisagem imensa de Angola. Entre esta e a outra imagem, é impossível não se deixar levar por uma premonição catastrófica. A morte alcança uma escalada épica, ainda que as vítimas quase nunca entendam o que fizeram para merecê-la. Um tom apocalíptico que se torna familiar ao assinalar um ciclo de sucessivas condenações ao castigo. Injustificáveis sacrifícios, mas aceites, também hoje, quando a supremacia da lei económica anula a do bem-estar social.

Paz e guerra: uma define-se pela promessa da outra. Na fotografia, uma coluna militar quase não se distingue na paisagem imensa de Angola. Entre esta e a outra imagem, é impossível não se deixar levar por uma premonição catastrófica. A morte alcança uma escalada épica, ainda que as vítimas quase nunca entendam o que fizeram para merecê-la. Um tom apocalíptico que se torna familiar ao assinalar um ciclo de sucessivas condenações ao castigo. Injustificáveis sacrifícios, mas aceites, também hoje, quando a supremacia da lei económica anula a do bem-estar social.

 

A fotografia de uma mulher que inspira firmeza e um sorriso luminoso. Trata-se da lendária guerrilheira do MPLA, Carlota, fotografada por Kapuściński numa tarde de Outubro de 1975, junto ao Rio Balombo. Uma hora depois desta fotografia “Carlota não existe mais”. Cai em combate ao dirigir o seu destacamento durante o ataque a uma povoação [Oh my friends, there is no friend!]. Aqui, Derrida fala do revés que existe num gesto por completar, “Ai amigos meus, não há nenhum amigo!” A um mês de se assinar a paz ainda é tempo de guerra. Carlota existe em tempo de guerra. A incompletude e ao mesmo tempo o pudor em exibir o sacrifício de um corpo como um erro. E a incompletude da história como erro também, por não lograr narrar esse sacrifício.

A fotografia de uma mulher que inspira firmeza e um sorriso luminoso. Trata-se da lendária guerrilheira do MPLA, Carlota, fotografada por Kapuściński numa tarde de Outubro de 1975, junto ao Rio Balombo. Uma hora depois desta fotografia, “Carlota não existe mais”. Cai em combate ao dirigir o seu destacamento durante o ataque a uma povoação [Oh my friends, there is no friend!]. Aqui, Derrida fala do revés que existe num gesto por completar, “Ai amigos meus, não há nenhum amigo!” A um mês de se assinar a paz ainda é tempo de guerra. Carlota existe em tempo de guerra. A incompletude e ao mesmo tempo o pudor em exibir o sacrifício de um corpo como um erro. E a incompletude da história como erro também, por não lograr narrar esse sacrifício.

 

“É o amigo, o mesmo ou o outro”. Cícero usa a palavra “exemplar” que quer dizer retrato, mas também significa duplicado, a reprodução – a cópia como a original –, o tipo, o modelo. Os dois significados aparentemente opostos coabitam na mesma palavra, parecem ser ou são o mesmo. Se a amizade se projecta mais além da vida, como uma esperança imensurável, é porque o amigo é a “nossa própria imagem ideal”. Em cima: “Croisière Noire”: díptico de uma exposição de pinturas por Lacovleff para a campanha de viaturas Citroën, 1925-26. Em baixo: Daguerreótipo estéreo que representa uma mulher branca descansando sobre os joelhos de um homem negro que está sentado e vestido com roupa oriental, 1850.

“É o amigo, o mesmo ou o outro”. Cícero usa a palavra “exemplar” que quer dizer retrato, mas também significa duplicado, a reprodução – a cópia como a original –, o tipo, o modelo. Os dois significados aparentemente opostos coabitam na mesma palavra, parecem ser ou são o mesmo. Se a amizade se projecta mais além da vida, como uma esperança imensurável, é porque o amigo é a “nossa própria imagem ideal”. Em cima: “Croisière Noire”: díptico de uma exposição de pinturas por Lacovleff para a campanha de viaturas Citroën, 1925-26. Em baixo: Daguerreótipo estéreo que representa uma mulher branca descansando sobre os joelhos de um homem negro que está sentado e vestido com roupa oriental, 1850.

 

“Amar será sempre melhor que ser amado” [Loving will always be preferable to being loved]. Duas fotografias do que aparenta ser um episódio de resgate. Na fotografia da esquerda, o “salvador” leva uma câmara de fotos. À direita, leva una espingarda.

“Amar será sempre melhor que ser amado” [Loving will always be preferable to being loved]. Duas fotografias do que aparenta ser um episódio de resgate. Na fotografia da esquerda, o “salvador” leva uma máquina fotográfica. À direita, leva uma espingarda.

 

“Ó amigo meu, não há nenhum amigo”. “Ele recita de cor, pois tal evento não foi confirmado por nenhum escrito em documento” [He recites it by heart, where such an event is not attested by any literal document].

“Ó amigo meu, não há nenhum amigo”. “Ele recita de cor, pois tal evento não foi confirmado por nenhum escrito em documento” [He recites it by heart, where such an event is not attested by any literal document]. Fotografia a branco e preto, fase final da guerra colonial: Um jovem militar aparece junto da população durante as “acções psicossociais”. A acção psicológica, já amplamente defendida nos discursos portugueses, deveria ser acompanhada por uma acção social. Trazer melhorias concretas à vida dos nativos como essencial para a conquista dos seus corações. Estas acções eram complementares às acções de combate, garantindo aliados locais e delações contra os movimentos inimigos. Fotografia a cores, vem com uma legenda: “Militar do MFA fotografado com um grupo de crianças em Vinhais (Trás-os-Montes) em 1975”. Os militares que provocaram o golpe de estado em Portugal reproduziram junto das povoações mais isoladas do país as mesmas acções de promoção do “militar amigo do povo”. Essas acções chamavam-se “acções de dinamização cultural”.

 

Reconhece-se o uniforme da mocidade portuguesa, a organização da juventude portuguesa inspirada na “Nazi Hitler Youth”.

Reconhece-se o uniforme da mocidade portuguesa, a organização da juventude portuguesa inspirada na “Nazi Hitler Youth”.

 

“Quem virá ao referendum? O quê? Como? Quantos?” [Who will come to the countersign? What? How? How many?]. Grand Hotel Krasnapolsky, em Amsterdão, Fevereiro de 74: Grupo de solidariedade com a Guiné-Bissau em congresso. Na parede do auditório, a imagem de Amílcar Cabral e o slogan em português e em holandês: “não peçam vitórias fáceis”.

“Quem virá ao referendum? O quê? Como? Quantos?” [Who will come to the countersign? What? How? How many?]. Grand Hotel Krasnapolsky, em Amsterdão, Fevereiro de 74: Grupo de solidariedade com a Guiné-Bissau em congresso. Na parede do auditório, a imagem de Amílcar Cabral e o slogan em português e em holandês: “não peçam vitórias fáceis”.

 

“Mentira, máscara, dissimulação... o sábio apresenta-se como inimigo com a finalidade de esconder a sua inimizade” [Lie, mask, dissimulation…the sage presents himself as an enemy in order to conceal his enmity].

“Mentira, máscara, dissimulação… o sábio apresenta-se como inimigo com a finalidade de esconder a sua inimizade” [Lie, mask, dissimulation…the sage presents himself as an enemy in order to conceal his enmity]. Che Guevara, irreconhecível, é mestre do disfarce. Aquele que arrisca a pele para provar a sua verdade incondicionalmente fraternal, a do espírito da solidariedade internacionalista. Quis exportar a revolução cubana, entra no Congo e na Bolívia sob disfarce. Foi executado em 1967 pelo exército boliviano. Tão facilmente se adivinhava ser este o seu final, não porque o procurasse mas porque era aquele que estava dentro do cálculo lógico de probabilidades.

 

“A louca verdade: o justo nome para amizade”.  O que é que as mulheres africanas, prostitutas, amantes, na frente de guerra, e as suas relações com os homens brancos do exército português, tem a ver com a construção factual, ordenada, do conhecimento e da verdade da luta e da guerra? O que é que fenómenos viscerais e íntimos têm a ver com os mecanismos de poder que estão arregimentados por esta construção?

“A louca verdade: o justo nome para amizade”. O que é que as mulheres africanas, prostitutas, amantes, na frente de guerra, e as suas relações com os homens brancos do exército português, tem a ver com a construção factual, ordenada, do conhecimento e da verdade da luta e da guerra? O que é que fenómenos viscerais e íntimos têm a ver com os mecanismos de poder que estão arregimentados por esta construção?

 

“Ó inimigos, não há inimigos”. O resultado da vossa emboscada, um morto, uma arma. Isto não é merda, somos comandos. Metam-se de novo connosco. “Sem inimigos, e portanto, sem amigos, onde encontrar-se, onde encontrar-se a si mesmo? [Où se trouver, où se trouver soi-même?]

“Ó inimigos, não há inimigos”. O resultado da vossa emboscada: um morto, uma arma. Isto não é merda, somos comandos. Metam-se de novo connosco. “Sem inimigos, e portanto, sem amigos, onde encontrar-se, onde encontrar-se a si mesmo? [Où se trouver, où se trouver soi-même?]

 

“Sobre a hostilidade absoluta” [On absolute hostility]:  Como a guerra extrai dividendos políticos do horror? Não expondo o inimigo, mas as suas vítimas. Como protestar contra a realidade perversa de guerra? Não expondo o inimigo, mas as suas vítimas.

“Sobre a hostilidade absoluta” [On absolute hostility]: Como a guerra extrai dividendos políticos do horror? Não expondo o inimigo, mas as suas vítimas. Como protestar contra a realidade perversa de guerra? Não expondo o inimigo, mas as suas vítimas.

 

“A questão de saber em que condições uma guerra é útil” [The question of knowing under what condition a war is sinnvoll]. Junção de duas fotografias (c. 1972). Esquerda: prisioneiros portugueses do PAIGC, jogando futebol. Direita: Técnicas de treino de repressão e tortura, na Escola da Polícia Política Portuguesa (PIDE).

“A questão de saber em que condições uma guerra é útil” [The question of knowing under what condition a war is sinnvoll]. Junção de duas fotografias (c. 1972). Esquerda: prisioneiros portugueses do PAIGC, jogando futebol. Direita: Técnicas de treino de repressão e tortura, na Escola da Polícia Política Portuguesa (PIDE).

 

“Juramento, conjuração, confraternização” [Oath, conjuration, Fraternization]. Se entregas isto, recebes isto. Uma bicicleta Um rádio Um relógio Cervejas Um fato completo.

“Juramento, conjuração, confraternização” [Oath, conjuration, Fraternization]. Se entregas isto, recebes isto. Uma bicicleta. Um rádio. Um relógio. Cervejas. Um fato completo.

 

“Recuo”, [Recoils]. Jorge Dias, etnógrafo português. Entre 1964 e 1970, escreve sobre as tribos Maconde, no norte de Moçambique. Transcreve um mito que conta como os brancos eram peixes e como os negros deles cuidaram até que se tornassem homens brancos. Estes tomaram para eles o que lhes foi oferecido, e começaram a fazer sofrer os negros, desde essa altura e até hoje.

“Recuo”, [Recoils]. Jorge Dias, etnógrafo português. Entre 1964 e 1970, escreve sobre as tribos Maconde, no norte de Moçambique. Transcreve um mito que conta como os brancos eram peixes e como os negros deles cuidaram até que se tornassem homens brancos. Estes tomaram para eles o que lhes foi oferecido, e começaram a fazer sofrer os negros, desde essa altura e até hoje.

 

“Mas não podemos, não deveríamos excluir o facto de que quando alguém fala, ensina, publica, prega, ordena, promete, professa, informa ou comunica, alguma força nele ou nela está também lutando para não ser entendido” [But we cannot, and we must not, exclude the fact that when someone is speaking, when someone teaches, orders, promises, prophesies, informs or communicates, some force in him or she is also striving not to be understood.]  APPRENDRE: Excerto do relatório (rapport) do projecto “O Nascimento (da imagem) de uma Nação”, por Jean-Luc Godard. Projecto fílmico apresentado ao Governo de Moçambique em 1978, nunca realizado.

“Mas não podemos, não deveríamos excluir o facto de que quando alguém fala, ensina, publica, prega, ordena, promete, professa, informa ou comunica, alguma força nele ou nela está também lutando para não ser entendido” [But we cannot, and we must not, exclude the fact that when someone is speaking, when someone teaches, orders, promises, prophesies, informs or communicates, some force in him or she is also striving not to be understood.] APPRENDRE: Excerto do relatório (rapport) do projecto “O Nascimento (da imagem) de uma Nação”, por Jean-Luc Godard. Projecto fílmico apresentado ao Governo de Moçambique em 1978, nunca realizado.

 

“Em linguagem humana, fraternidade” [In human language, fraternity]. À direita: Mesa do primeiro congresso dos Países Não-Alinhados, Belgrado (ex-Jugoslávia) 1961. À esquerda: Jangada improvisada para cruzar o Rio Bengo, Angola, guerra colonial.  Duas formas de negociação para construir alianças em contexto de guerra. A primeira estabelece relações internacionais em torno de uma mesa oval, mas de costas ao mundo. A segunda força todos a uma experiência de sobrevivência.

“Em linguagem humana, fraternidade” [In human language, fraternity]. À direita: Mesa do primeiro congresso dos Países Não-Alinhados, Belgrado (ex-Jugoslávia) 1961. À esquerda: Jangada improvisada para cruzar o Rio Bengo, Angola, guerra colonial. Duas formas de negociação para construir alianças em contexto de guerra. A primeira estabelece relações internacionais em torno de uma mesa oval, mas de costas ao mundo. A segunda força todos a uma experiência de sobrevivência.

 

Diaporama de imagens recolhidas nos arquivos anti-coloniais portugueses. O “X” marca as fotografias que serão usadas no próximo filme da propaganda do MPLA.

Diaporama de imagens recolhidas nos arquivos anti-coloniais portugueses. O “X” marca as fotografias que serão usadas no próximo filme de propaganda do MPLA.

 

Catarina Simão é artista e investigadora.

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